Fernanda Torres, na Istoé.
segunda-feira, setembro 21, 2009
REMÉDIOS PARA TODO MAL
Hoje todo mundo é deprimido. Se você tem uma tristeza, logo aparece alguém para aconselhar a tomar um remedinho para ficar bem, para não ficar ansioso. É a geração do Rivotril. É remédio para regular humor, combater tristeza, emagrecer. Uma vez tomei um emagrecedor e falei: gente, desculpa, mas isso é igual à cocaína. Primeiro, eu fiquei com palpitação no coração e, depois, meio deprimidinha. Fiquei sem fome e excitada e, depois, muito angustiada. Já vi isso antes, só que tinha outro nome: cocaína. Antigamente, todo mundo fazia análise, hoje a psicanálise perdeu para a psiquiatria. Todo mundo tem um psiquiatra, é bipolar, e toda criança é hiperativa. Impressionante. Deve haver outra maneira de resolver nossos problemas que não seja tomando remedinhos, né? Isso eu acho muito sinistro. Marca o nosso tempo.
sexta-feira, setembro 04, 2009
DO MEU RICO HD
Meu sonho, meu sonho mesmo, era encontrar alguém que tivesse sobrevivido a um furacão e não dissesse uma palavra sobre o furacão no diário. Voando pela sala, estendendo os braços para pegar o diário flutuante, o telhado subindo em espiral ao céu, ele escreveria: "Me sentindo meio deprimido hoje. Vou jogar pif-paf."
Soares Silva, de algum canto escuro e empoeirado do disco rígido.
Soares Silva, de algum canto escuro e empoeirado do disco rígido.
quarta-feira, agosto 26, 2009
O E(LOGIO)-MAIL DO ANO
From: francesca-romani@******.com
To: leandrorizzi@******.com
Subject: "GALVIN"
Date: Wed, 26 Aug 2009 08:48:39
Quarta-feira, 9:15 da manhã, dia ensolarado e quente na capital. Enquanto os gatinhos tomam um sol gostoso na sala, eu estou no computador e a loirinha está no sofá. Ambas observando os mimis.
Natalia:
- Nossa, o amarelo é lindo. Ele é tão viril. O nome dele tem que ser Galvin. Ou Galvão. Ele é tão másculo. Ele é muito homem.
Francesca:
- HAHAHAHAHAHAHA! Meu deus, e como é que o Galvão não está aqui agora escutando isso????
Natalia:
- Olha a Greta Garbo. Está demonstrando felinamente que o Galvin deve possuí-la. Ela quer que o Galvin a possua. Até o miado do Galvão é mais grave. Ouve! A voz dele é mais forte! Ele é muito másculo.
To: leandrorizzi@******.com
Subject: "GALVIN"
Date: Wed, 26 Aug 2009 08:48:39
Quarta-feira, 9:15 da manhã, dia ensolarado e quente na capital. Enquanto os gatinhos tomam um sol gostoso na sala, eu estou no computador e a loirinha está no sofá. Ambas observando os mimis.
Natalia:
- Nossa, o amarelo é lindo. Ele é tão viril. O nome dele tem que ser Galvin. Ou Galvão. Ele é tão másculo. Ele é muito homem.
Francesca:
- HAHAHAHAHAHAHA! Meu deus, e como é que o Galvão não está aqui agora escutando isso????
Natalia:
- Olha a Greta Garbo. Está demonstrando felinamente que o Galvin deve possuí-la. Ela quer que o Galvin a possua. Até o miado do Galvão é mais grave. Ouve! A voz dele é mais forte! Ele é muito másculo.
terça-feira, agosto 25, 2009
SETH
PLAYBOY: So we die, the lights go off, our loved ones put us in a box, and our bodies begin to slowly disintegrate?
MacFARLANE: Right. It sucks. And it does seem like a cruel joke. Although there are people like Hitler, Stalin and Reagan who make you think, Well, maybe it’s for the best.
Como disse Joel Pinheiro, Family Guy é mesmo uma destruição integral de absolutamente todos os valores possíveis, para o bem ou para o mal. Seu criador, o ateu, liberal, democrata e dono de outras tantas desaconselháveis características, Seth McFarlane, foi entrevistado pela Playboy americana e o dialogo merece muito a leitura.
MacFARLANE: Right. It sucks. And it does seem like a cruel joke. Although there are people like Hitler, Stalin and Reagan who make you think, Well, maybe it’s for the best.
Como disse Joel Pinheiro, Family Guy é mesmo uma destruição integral de absolutamente todos os valores possíveis, para o bem ou para o mal. Seu criador, o ateu, liberal, democrata e dono de outras tantas desaconselháveis características, Seth McFarlane, foi entrevistado pela Playboy americana e o dialogo merece muito a leitura.
domingo, agosto 09, 2009
OBSCURESCÊNCIA
Julho foi a desgraça em forma de mês, no que tange a flagelos no meu corpo, dessa vez estritamente sob o aspecto FÍSICO da coisa. Lesão, feridas, e a impossibilidade de utilizar a si, conforme a vida te acostumou. Dificuldades impostas: dor e desconforto, tudo somado, e fica difícil deixar de vestir o surrado e sempre a mão, manto da obtusidade e da comiseração. Assim, sucumbir fica fácil e a um só pulo.
quinta-feira, julho 30, 2009
EU ESTOU ERRADO
É conhecido o suposto episódio em que Chesterton responde à pergunta que o jornal London Times fez a vários escritores: "O que há de errado com o mundo?". Sua resposta teria sido uma carta com o seguinte conteúdo:
Dear Sirs,
I am.
Sincerely yours,
G. K. Chesterton
Do supra-recomendado post de Julio Lemos.
Dear Sirs,
I am.
Sincerely yours,
G. K. Chesterton
Do supra-recomendado post de Julio Lemos.
quarta-feira, julho 29, 2009
DESLUMBRAMENTO SONORO
O ano tem sido tão pródigo em termos musicais que é temeroso por demais afirmar em pleno julho, que este JJ - n° 2 [Sincerely Yours, 2009] será o melhor álbum de 2009. Para o momento basta dizer apenas o que ele é: maravilhoso e brutalmente viciante.
A sensação de ouvir os seus modestíssimos (felizmente apenas em matéria de tamanho) 29 minutos no repeat, seguidas e mais seguidas vezes remete a uma ilusória percepção de que se trata de um álbum com horas de duração. A primeira audição é diferente da segunda e assim por conseguinte, até cansar. As informações sobre o grupo suéco são envoltas em um mistério nada involuntário, e bastante pouco sabe-se acerca deles. Soma-se a isso a dificuldade em conseguir indicar o gênero musical correto e que melhor definiria o som produzido pelo JJ. Uma miscêlanea, uma pluralidade de impressionar.
Uma música em especial, From Africa to Málaga, me fez lembrar - não obstante as sonoridades absolutamente distintas - do épico cd Night Falls Over Kortedala de Jens Lekman, do finzinho de 2007. Desde lá, não topava com um álbum que me remetesse tão firmemente a uma atmosfera de felicidade, na acepção literal do termo, como esse Nº2.
Abrimos aspas para o Obscure Sound, que no seu review diz:
When one combines the lush but ardent vocal performances of JJ with each and every song’s grace and beauty, it results in an album that will undoubtedly receive praise as one of the most accomplished electronic releases of the year.
Aspas também pra Pitchfork:
They’re as naive as they are cynical– or is it the other stupid way around?– and they manage to be pretty, touching, funny, and motivating, in different ways, in all the right places, for nine songs lasting 28 minutes.
Aspas pro e-mail que Ari Jr me envia de terras lusitanas após uma mui singela sugestão para que ele realizasse o download da obra:
Viciante o sonzinho do JJ. Já toquei uma dezena de vezes o álbum.
Nesse mesmo link da Obscure Sound, há um comentário de um leitor que explicita magnificamente bem o FEITIÇO que se acometeu sobre mim. Pedindo licença, parafraseamos o autor:
Can´t stop listening to Nº2, great album!
Um êxtase sonoro, um deslumbramento auditivo como só a (boa) música é capaz de proporcionar.
A sensação de ouvir os seus modestíssimos (felizmente apenas em matéria de tamanho) 29 minutos no repeat, seguidas e mais seguidas vezes remete a uma ilusória percepção de que se trata de um álbum com horas de duração. A primeira audição é diferente da segunda e assim por conseguinte, até cansar. As informações sobre o grupo suéco são envoltas em um mistério nada involuntário, e bastante pouco sabe-se acerca deles. Soma-se a isso a dificuldade em conseguir indicar o gênero musical correto e que melhor definiria o som produzido pelo JJ. Uma miscêlanea, uma pluralidade de impressionar.
Uma música em especial, From Africa to Málaga, me fez lembrar - não obstante as sonoridades absolutamente distintas - do épico cd Night Falls Over Kortedala de Jens Lekman, do finzinho de 2007. Desde lá, não topava com um álbum que me remetesse tão firmemente a uma atmosfera de felicidade, na acepção literal do termo, como esse Nº2.
Abrimos aspas para o Obscure Sound, que no seu review diz:
When one combines the lush but ardent vocal performances of JJ with each and every song’s grace and beauty, it results in an album that will undoubtedly receive praise as one of the most accomplished electronic releases of the year.
Aspas também pra Pitchfork:
They’re as naive as they are cynical– or is it the other stupid way around?– and they manage to be pretty, touching, funny, and motivating, in different ways, in all the right places, for nine songs lasting 28 minutes.
Aspas pro e-mail que Ari Jr me envia de terras lusitanas após uma mui singela sugestão para que ele realizasse o download da obra:
Viciante o sonzinho do JJ. Já toquei uma dezena de vezes o álbum.
Nesse mesmo link da Obscure Sound, há um comentário de um leitor que explicita magnificamente bem o FEITIÇO que se acometeu sobre mim. Pedindo licença, parafraseamos o autor:
Can´t stop listening to Nº2, great album!
Um êxtase sonoro, um deslumbramento auditivo como só a (boa) música é capaz de proporcionar.
segunda-feira, julho 20, 2009
ENERGIA SOBRESSALENTE
...a teoria de que nossa performance durante o exercício é regulada por um sistema inteligente que impede nosso organismo de exercitar-se em níveis que possam trazer consequências sérias ao nosso corpo e, por isso, sempre existe uma "reserva" de energia que não é utilizada em situações normais. Esta teoria difere do pensamento tradicional, que propõe que o exercício é sempre limitado pela "falência" de algum sistema em gerar energia em níveis adequados.
Uma das minhas fortes crenças sendo tratada de forma séria na Contra-Relógio deste mês, e também servindo de alerta ao blogger de que ainda há vida nesse blog, por mais que o espaço-tempo entre os posts esteja sendo digno de represálias.
Uma das minhas fortes crenças sendo tratada de forma séria na Contra-Relógio deste mês, e também servindo de alerta ao blogger de que ainda há vida nesse blog, por mais que o espaço-tempo entre os posts esteja sendo digno de represálias.
quarta-feira, junho 17, 2009
COMPREENSÃO MÚTUA
"All men may not be brothers, but that's the way it feels after a marathon. You feel - you can't help but feel - that you all understand each other."
É isso. É exatamente isso, Ben Cheever.
É isso. É exatamente isso, Ben Cheever.
Assinar:
Postagens (Atom)