terça-feira, outubro 27, 2026

SEQUER UM NEURÔNIO

Um convite a leitura desse post de Jacques Meir, que traduz de maneira sublime o desvario que nos encontramos elegendo, inacreditavelmente, pela 4ª vez, Luis Inácio da Silva.

Ao renunciar à razão, à alternativa (não que as opções na mesa nos últimos períodos eleitorais fossem símbolos de mudança ou mesmo capazes de desconstruir o poder do estatismo estrutural), e à mera existência do contraditório, da possibilidade de um país diferente, aqueles que são seguidores da seita reforçam suas crenças como se fossem dogmas. O pensamento mágico que se sobrepõe à razão somado ao imediatismo que fala mais alto do que o planejamento, revela um país na zona de conforto da decisão tomada a partir das tripas, sem reflexão e sem ponderação.

Você deve se perguntar sobre qual o segredo do triunfo e da perenidade do lulismo. A resposta é simples: o Brasil, definitivamente, não vale um neurônio. É da incapacidade de enfrentar o seu destino e da covardia em exercitar a democracia como alternância, que o Brasil se rendeu ao estatismo estrutural, ao poder da burocracia e ao pensamento mágico do lulismo empedernido. Eis aqui, irrefutável e impávida, a essência do homem-massa em forma de nação, sem eira nem beira, deitado eternamente em um berço esplêndido ilusório, porque feito de miséria intelectual e inviabilidade social.