quarta-feira, fevereiro 08, 2012

DAS COCEIRAS DA VOLTA A ATIVA

Um dia após regressar duma extensa jornada pelos Estados conhecidos pelas siglas GO e SC, com uma significativa parte do corpo tingida por um desagradável vermelho adquirido pós exposição incorreta e exagerada a ele, o Astro Rei, decidi que deveria por bem voltar a vida atlética, ao suor, a queima calórica, a endorfina, e a tudo o mais que a corrida proporciona.
Já noitinha com clima mais fresco, foi mais ou menos quando havia cumprido 40% do costumeiro trajeto de subidas e descidas de pouco mais de 7km que uma pequena coceira resolveu aparecer lobo abaixo da região toráxica, de ambos os lados se estendendo até quase o umbigo. Essa, até então, pequena coceira, demorou mais um ou dois quilometros pra cruelmente se manifestar por toda a região frontal do meu corpo, abaixo do pescoço e até a cintura, toda área onde a equivocada exposição ao sol havia deixado marcas, toda ela coçava. Com minhas duas mãos freneticamente tentava aplacar essa coceira terrível que só pode encontrar similar nos meus anos de vida, quando aos 19 anos de idade fui alvo duma tardia manifestação de varicela, a CATAPORA. Noite inteira sem conseguir dormir, devido a impossibilidade de deitar a cabeça no travesseiro. Metade do corpo tomado por bolhas e feridas da infecção.
A impossibilidade de não coçar, melhor, de DEIXAR DE COÇAR acrescido do fato de que o regresso da alergia se dava dentro de menos de 5 segundos após a pele ser intensamente friccionada, e ela, que se manifestou no km 3, tornou-se incontrolável no km 4 e fez com que eu cessasse a corrida numa atitude desesperada a uns 2km de distância de casa, seguiu por mais umas 2 horas, mostrando pequenos indícios de sua existência mesmo momentos antes de eu apagar no sono.
O misto de temperatura em ebulição, suor, pele queimada e toda a quimica restante ocasionada devido a corrida criou um monstro alérgico que mesmo um gelado banho de chuveiro não conseguia remediar.
O primeiro passo para o regresso a um melhor condicionamento físico não podia ter sido mais sofrido e difícil. Já passada uma semana, não tive coragem de correr novamente. Trauma que deve acabar entre amanhã ou depois.
Jesus Cristo, acreditem, que coceira, mas que coceira foi aquela!

sábado, dezembro 31, 2011

VOLTEI

Ou ao menos, em 2012, após esse stand-by sem fim, pretendo voltar a
nesse espaço teclar.
Feliz ano novo a todos nós.

quarta-feira, junho 01, 2011

THE SPECIAL ONE

Cádiz 09 by Leandro Rizzi dos Santos
Cádiz 09, a photo by Leandro Rizzi dos Santos on Flickr.

Enquanto um texto sobre a maratona fatidica e também consagradora não surge, compartilho uma das minhas fotos prediletas. Ao que parece, por mais que eu tenha adiado, antes do término da semana, a tarefa de editar fotos e inseri-las devidamente no flickr estará concluída.

terça-feira, maio 17, 2011

MARATONA DE PORTO ALEGRE

Quase 2 anos depois, no próximo domingo irei percorrer os 42km de uma maratona. O regresso a prova mor do atletismo se dará em Porto Alegre e a possibilidade de conclusão ou não, o tempo que obterei, as possíveis dores durante a prova e as asseguradas dores no pós-prova, e absolutamente tudo o que a norteia são de uma incógnita apenas inferior a primeira vez em que corri essa distância.
Não imagino como o corpo responderá, após tanto tempo sem correr durante o período distante de casa e com apenas 3 meses de prática mais frequente. Às 3 ou 4 corridas por semana - costumeiramente indo mais ou menos vezes dependendo de variados fatores - proporcionou uma condição satisfatória para a conclusão da prova. É o que eu acredito, temendo muito estar em realidade equivocado.
Minha melhor marca pessoal foram as 3h41min no Uruguai e não cogito nada parecido com isso para agora, ainda que reconhecendo que qualquer marca inferior a 4h seria de um sucesso intenso.
Aguardemos pra ver.

quinta-feira, março 31, 2011

FELICIDADE

(...)sempre digo que a "felicidade" não é um lugar a que se chega; nem sequer é um "estado de espírito" que seja possível manter pela eternidade. É, tão somente, aquilo que existe quando não estamos a pensar no assunto.
O que significa que ela é temporária, intermitente e, na maioria das vezes, contingente. Não se procura; encontra-nos. Estar preparado e grato para esse encontro já é um milagre da existência. Exigir mais é, paradoxalmente, uma forma de nos condenarmos à infelicidade. 

Coutinho em meio a sua crônica na Folha fala admiravelmente sobre a felicidade.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

OLÁ

Findada a temporada NAVAL, de volta ao lar pós meses de trabalho ordinário e visitas a numerosos locais do velho mundo, tudo leva a crer que esse blog volte a sua atividade normal, que não é tão ativa assim. Não tanto como alguns anos atrás, onde o ímpeto de opinar/sugerir/criticar ou escrever ao léu era bem maior, mas ainda com fôlego para os dias que seguem em frente.
Com enorme pesar terei de dizer não a minha costumeira lista de melhores albúns do ano, que tanto me agrada elaborar. Listas são bobagens, mas isso não as condena à inutilidade, como diria Sérgio Rodrigues. Esse ano ouvi pouca coisa, não houve tempo ou instantes propícios para isso e minhas visitas a web foram reduzidas e, via de regra, movidas pelo interesse de receber e enviar noticias aqueles que eu quero bem e acessar sites que tem minha estima. Nenhuma possibilidade de acesso aos lançamentos que só agora estou tendo o prazer de baixar.
Em alguns dias começo a postar fotos dessa valiosa empreitada marítima. O blog, enfim, volta a ativa.

terça-feira, agosto 03, 2010

NO FLICKR

Após descaso profundo, motivado sobretudo por preguiça, dramas pessoais e jogatinas infindáveis disso daqui, enfim consegui dar um passo na saga de edição e envio de algumas das fotos tiradas nos 8 meses distantes de casa.
Procurando alguma distração? Passa lá, então.

terça-feira, maio 04, 2010

TRABALHO BRAÇAL*

Envolver-se por meses a fio em uma realidade que parece tornar o mundo a sua volta nada além de uma pequenina bolha, e expor o seu corpo a diárias tarefas de cunho extritamente físico, tem me cobrado certo preço. Isso fica bastante evidente quando se nota a total ingerência desse espaço, já acostumado as habituais instabilidades do seu proprietário que agora extrapola e acrescenta atualização alguma desde fevereiro último.
Até meados de junho, mais tardar julho, salvo eventualidade maior, as coisas permanecerão assim nesse sitio: sensivelmente paradas. Prometo para quando do meu regresso ao lar, e a um ambiente onde eu disponha de privacidade e o tempo necessário, um link para valiosas fotos que se acumulam nesses meses todos vagando por inúmeros cantos. Amanhã a tarde o alvo será Paris e dois dias depois Amsterdam. Reconheço sincera ansiosidade. O obturador da Nikon terá enorme trabalho.

*Meu atual descaso com a internet total e sem limites fez com que esse post fosse publicado após tudo ter ocorrido. Saldo positivíssimo: ambos os lugares são puro deleite e a cidade francesa supera a mais alta expectativa que você há de possuir. O porém, o único porém, foi que nesse exato dia uma greve movida pelo sindicato dos trabalhadores portuarios da França inviabilizou a utilização qualquer ônibus, todos impossibilitados de deixarem as cercânias do porto. Resumo da ópera: muitos euros (pior moeda) tiveram de ser investidos na locação de um táxi que guiou-nos desde Le Havre à capital. A experiência em si foi tão gratificante que os vários $$$ dispensados nem saíram tão caro assim. Elevaram, reconheço, minha antipatia pelo povo de lá.

Franceses: ódio eterno.

sábado, fevereiro 20, 2010

MORE THAN 140

Caracteres além da conta pra pôr no twitter:

...tratar um fumante como um doente representa um novo patamar na longa caminhada rumo à desumanização da espécie. A espécie não reclama. Um cigarro é uma doença, não um vício exercido em liberdade e com liberdade. Chegará o dia em que a ingestão de sal, açúcar, gordura, certos tipos de carne, álcool e outros cardápios terá alas hospitalares inteiras, destinadas a "tratar" comemores e bebedores infectos.

J. P. Coutinho continua sendo das melhores leituras da web. E a próxima geração que se cuide.


I think there is no better way to invite a human being to view their body differently than by inviting them to be an athlete, by revering one's body as an instrument rather than just an ornament. It's a really great way to reorient how you see your body so you can see it as this incredible, awe-inspiring machine that you need to fuel well in order for it to function.

Eis Alanis Morissette, falando uma enorme verdade na newsletter da Runner's World.